Castas

Com origem no latim, o nome "Casta" significa "pura; sem mistura".

Enologicamente podem dizer que "Castas" é um conjunto de videiras, cujas características morfológicas e qualidades particulares transmitem ao vinho um carácter único, constituindo assim uma variedade singular com componentes organolépticas especificas. Ao agregado de características transmitidas pelo solo e pelo clima às videiras, os franceses deram o nome de "terroir" e não podemos falar de castas de videiras, sem fazer a sua associação ao terroir, pois conforme o local onde se encontra plantada, uma mesma casta reage de forma diferente originando diferenças no produto final, o vinho.

Em todo o mundo existem entre dez a vinte mil castas, no entanto, destas apenas cerca de quinhentas foram isoladas, cultivadas e reproduzidas pelo homem. Nesta secção os nossos clientes, irão encontrar uma sumária descrição das caracteristas das castas que elegemos para comporem os nossos vinhos.


Cabernet sauvignon

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Cabernet sauvignon é uma casta de uvas da espécie Vitis vinifera a partir da qual é fabricado vinho de alta qualidade. Originária da região de Bordeaux, no sudoeste da França, ela é a uva vinífera mais difundida no mundo, encontrando-se em todas as zonas temperadas e quentes. É conhecida como "a rainha das uvas tintas". É resultado do cruzamento entre as uvas cabernet franc e sauvignon blanc.

A variedade é bastante homogénea, com algumas diferenças na forma do bacelo e nas características típicas do vinho.

Caracteriza-se pelos taninos densos, cor profunda, complexos aromas de frutos tais como ameixa, cassis. Nos vinhedos mais quentes, revela traços de azeitona e amora silvestre, enquanto que, nos mais frios, aparecem traços de pimentão.1 É uma variedade bastante vigorosa e de frutificação médio-tardia, vegetação bastante erecta e entrenódulos médio-curtos.

Tempranillo

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Tempranillo é uma casta de uva tinta da família da Vitis vinifera, uma das castas mais conhecidas da Península Ibérica. Originária do norte da Espanha, também é muito cultivada em Portugal, onde é geralmente conhecida como Aragonez, ou Tinta Roriz na região do Douro. Ull de Lebre, Cencibel e Tinto del País são outros nomes que aparecem para a uva Tempranillo em vários lugares.1

É uma casta muito adaptável a diferentes climas e solos, por isso o seu cultivo tem aumentado e alargado para outras regiões, sobretudo para o Dão e Alentejo, onde se adaptou particularmente bem, mas também para regiões como o Ribatejo e Estremadura.

As condições ideais de cultivo são os climas quentes e secos, para que a produção seja menor e os bagos mais concentrados. Esta casta origina vinhos de elevado teor alcoólico, de baixa acidez e indicados para envelhecer, sendo muito resistentes à oxidação.

É a maior constituinte dos melhores Riojas bem como vinhos de Ribera del Duero (Espanha). Tem um nariz de couro macio e pode ter gosto de morangos maduros. Tempranillo leva este nome da palavra espanhola temprano, que significa cedo, e sua maior vantagem é que amadurece logo. Mostra o seu melhor quando acrescentada a outras variedades.

Merlot

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Merlot é uma casta de uva tinta, fruto da Vitis vinifera.É uma das responsáveis pelas características dos vinhos tintos de Saint Émillion, na região de Bordeaux, na França. Apesar da casta geralmente ser utilizada em vinhos para serem consumidos jovens, as vinícolas de Saint Émillion garantem rótulos de longevidade.

A uva ficou famosa pela sua citação no filme estadunidense Sideways. No filme, o protagonista se recusa a tomá-lo em um jantar. Apesar disso, quando o filme se aproxima do final, os personagens se deliciam com uma garrafa de Pétrus, que é, basicamente, um merlot.

Tem semelhanças com o vinho de Cabernet Sauvignon, não sendo tão intenso e com taninos mais suaves. Na região de Bordéus é frequente a mistura das duas castas.
Permite elaborar vinhos encorpados, ricos em álcool e em cor, relativamente pouco ácidos. Os vinhos mais estruturados podem ser estagiados em madeira.

Os aromas são complexos e elegantes.

Tinta Barroca

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TINTA BARROCA é uma casta plantada quase exclusivamente na região do Douro e muito utilizada na produção de vinhos de lote. É uma das castas que compõe alguns vinhos do Porto, contudo os seus vinhos monovarietais não são muito célebres.

A Tinta Barroca é bastante popular entre os produtores, pois é fácil de cultivar e muito produtiva. É uma casta muito regular na produção e resistente a doenças e pragas. Além disso, tem uma maturação precoce e os seus bagos concentrados de açúcar originam vinhos com elevada concentração alcoólica. Os vinhos produzidos a partir da casta Tinta Barroca são fáceis de beber e de taninos suaves. Contudo, a maior parte das vezes, não são muito equilibrados nem concentrados

Vinhas Velhas

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Vinhas Velhas, por norma utiliza-se o termo "Vinhas Velhas" para designar um conjunto de castas com muitos anos de vida (geralmente idades superiores a 60/70 anos).

Antigamente não era habitual utilizar a plantação separada por castas. As castas eram plantadas misturadas pois, uma vez que era raro uma doença atacar todas as estirpes ao mesmo tempo, protegia-se a produção desta forma. Era normal existir mais de 35 variedades plantadas no mesmo lote de terreno.
Com o passar dos anos certas castas foram deixando de ser plantadas em detrimento de outras que, segundo o critério de cada viticultor, tinham melhores atributos.

Hoje em dia muitas vezes não é possível identificar todas as castas que compõem um talhão de "Vinhas Velhas", mas todas as "Vinhas Velhas" têm em comum as baixas produções por hectare e uma maior concentração de todos os componentes na uva.

Gernache

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GERNACHE ( na Espanha conhecida como Garnacha e na Catalunha como Garnatxa) é uma uva tinta da família das Vitis Viniferas. É uma das mais cultivadas no mundo e se adapta bem ao clima quente e seco, sendo utilizada na produção de vinhos na França, Espanha, Estados Unidos, Austrália e Itália.

Geralmente ela produz vinhos apimentados, com aromas de frutas negras, taninos macios e relativamente alto nível de álcool. Esta uva uva tende a ter pouca acidez, taninos e cor, e é normalmente usada em cortes com outras variedades como Syrah, Carignan e Cinsault.

A Grenache é a variedade mais plantada no sul do vale do Rhône, especialmente no Châteauneuf-du-pape onde costuma representar em torno de 80% do corte. Na Autrália é normalmente misturada com a Shiraz (Syrah) e Mourvedre, corte conhecido como "GSM". A Grenache é também muito usada para vinhos rosé, na França e na Espanha, notadamente na denominação Tavel em Côtes du Rhône. Também seus alto nível de açúcar faz com que seja usada bastante em vinhos fortificados, incluindo os tintos vins doux naturels do Roussillon como o Banyuls, e como base da maioria dos vinhos fortificados da Austrália.

Syrah

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Syrah (em francês) ou Shiraz (em inglês) é uma casta de uva tinta da família da Vitis vinifera, muito utilizada na produção de vinhos. Hoje é cultivada em países como a Austrália (onde é chamada Shiraz) e França (onde é chamada Syrah). Outros países onde é possível encontrá-la são Argentina, Estados Unidos, Chile (onde é chamada Shiraz) e Portugal. A uva syrah foi introduzida no Brasil, nas regiões vinícolas do Vale do São Francisco, e no sul do estado de Minas Gerais, onde a produção de vinhos finos com essa uva mostram-se promissoras segundo as pesquisas.

No norte do Ródano, na França, todos os vinhos tintos provêm da syrah.

Carignan

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Carignan tem melhor desenvolvimento em climas temperados, com boa variação de temperatura entre o dia e a noite. É uma uva com personalidade, largamente utilizada para a elaboração de vinhos de assemblage, onde atua como componente para dar coloração mais profunda à bebida; mas se manipulada correctamente, ela produz óptimos varietais. Uma uva com tipicidade e pouco óbvia, perfeita para quem quer experimentar algo novo e com qualidades únicas.

Por suas características naturais, a Carignan dá muito trabalho aos produtores que objectivam vinhos elegantes e finos. Seu cultivo requer dos vinicultores conhecimentos específicos da variedade, além de práticas agronómicas e técnicas avançadas de produção. É sensível a pragas e costuma não se dá bem com colheita mecânica, pois seus talos exigem um manuseio cuidadoso, é uma variedade particularmente difícil de lidar.

Normalmente a Carignan resulta vinhos com coloração bastante intensa e profunda, com teor alcoólico relativamente alto, acidez com boa presença, taninos em abundancia, certa adstringência e muito bem estruturados. Seus aromas são geralmente de frutas escuras maduras, ameixas, amora, pimenta e especiarias em geral.

As variedades Syrah e Grenache são consideradas as melhores opções para produzir blends com a Carignan, pois quando juntas resultam vinhos suaves, mas com caráter e aroma rústico.

Como se faz um vinho?

A importância do processo é fundamental para obtermos um vinho de qualidade e nas condições excepcionais, no entanto, é tão ou mais importante a escolha da casta a produzir, a exposição solar, o tratamento que se promove na vinha, para que conjuntamente com todos os factores que descreveremos se tornem no pilar de um bom vinho.

O Processo poderá resumir-se em 10 Passos, seguintes:


Vindima

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É a primeira operação a realizar para o processo de criação de um vinho.

Depois de todo o acompanhamento do crescimento da uva, a data da vindima depende maioritariamente das condições climatéricas e do grau de maturação das uvas, tendo especial relevo o grau de acidez e o teor de açúcar das uvas.

A vindima poderá ser feita através de recursos mecânicos ou recursos manuais, sendo sempre uma operação muito cuidadosa.

Nesta fase, quando se dá enfase á selecção das uvas, é a partir das uvas e deste processo selectivo que podemos obter vinhos distintos, já que após a colheita não poderemos melhorar as suas propriedades

Transporte

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Transporte das Uvas até ao local de recepção é feito com as uvas inteiras e nas melhores condições sanitárias até ao local da adega.

O Transporte não deverá amassar ou pisar as uvas, já que as vindimas coincidem com o tempo quente e se não estão nas devidas condições á chegada á adega o processo de fermentação inicia antes do esperado.

Recepção

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Quando as uvas chegam à adega, e depois de um criterioso processo de controlo de qualidade, são descarregadas para uma mesa de escolha, por exemplo um tapete rolante através do qual são retirados sequencialmente as uvas que reúnem as condições criteriosas para a elaboração do vinho.

As uvas nesta fase recebem habitualmente um tratamento anidrido sulfuroso para evitar a rápida oxidação, bem como outros tratamentos enológicos.

Esmagamento

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É um processo de eliminação total e ou parcial das partes lenhosas dos cachos de uvas.
Habitualmente na elaboração dos vinhos tintos o desengace é parcial e de seguida esmaga-se as uvas.
O esmagamento consiste em rasgar as peliculas dos bagos de uva para que a polpa e sumo se liberte.

Este processo pode apenas romper a pelicula ou rachá-la por completo, quando se usa para o efeito o pisar das uvas humano.

No caso do processo mecânico dependerá do espaço existente entre os rolos da máquina, onde se obterá uvas mais esmagadas quanto menor for a distância entre os rolos.

Fermentação

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Alcoólica, é um processo feito com curtimenta, basicamente um processo onde o mosto que fermenta está em contacto com as partes sólidas dos cachos, nomeadamente as grainhas, as peliculas e muitas vezes até o engaço.

Neste processo as uvas são conduzidas para tanques de fermentação de aço inox, madeira ou cimento, onde as levaduras transforam o Açúcar das uvas em álcool e gás carbónico.

Durante o processo de fermentação é possível retirar partes do mosto para que o produto final seja mais concentrado.

Remontagem

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Remontagem, nada mais é que o processo de misturar o mosto no processo de fermentação.

Isto acontece porque a parte sólida das uvas tem tendência para surgirem á superfície no volume em fermentação e é necessário misturá-las com o restante liquido que está na parte inferior do tanque de fermentação.

A remontagem é elaborada com auxilio do sistema de bombeamento para que o liquido circule e se misture.

A Remontagem é fundamental para homogeneizar a mistura das leveduras e principalmente da temperatura.

Prensagem

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Prensagem dos vinhos tintos corre no final da fermentação.
Durante a prensagem, as uvas são esmagadas para que o liquido contido nos bagos seja extraído.
Esta operação tem o seu momento adequado para evitar uma maior acidez no vinho.

A prensagem dos vinhos tintos é feita depois da fermentação, para que as grainhas, as peliculas e os engaços estejam em contacto com o mosto para que lhe confira a cor característica do vinho tinto.

Estagio

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Estágio resume-se ao tempo que o vinho tinto deverá repousar em barris ou cascos de carvalho permitindo que o contacto com algum ar obtenha as características amadeiradas.

O carvalho novo, proporciona taninos mais intensos e aroma a baunilha.
Por outro lado o Carvalho velho, proporciona um efeito oxidante, enriquecendo a complexidade do vinho.

Transfega

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Transfega representa o processo que após o estágio o vinho é transfegado para uma Cuba de Inox.

Surge este processo, porque as partículas que estão em suspensão ficam depositadas no fundo das pipas.

Este processo serve ainda para que o vinho nesta fase possa ser lotado, ou seja misturado com outras castas ou vinhos.

Terminando-se este processo com a clarificação do vinho, eliminando as partículas em suspensão

Engarrafamento

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Engarrafamento, consiste em depositar uma quantidade exacta de vinho em garrafas, para posterior colocação da rolha, normalmente de cortiça, o rótulo, cápsula e o selo de garantia de cada origem.